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A Psicologia Caminha ao Lado de Todas As Mulheres! Nota sobre o crime ocorrido no Rio de Janeiro em Janeiro de 2026


Data de Publicação: 4 de março de 2026


O Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro (CRP-RJ) manifesta absoluta consternação diante do estupro coletivo ocorrido em Copacabana, crime que escancara a cruel cultura do estupro em nossa sociedade. Diante do ocorrido, solidarizamo-nos com a vítima do crime, seus familiares e com todas as mulheres e meninas que passaram por situações similares.

A Psicologia é parte interessada nesta temática, considerando nossa atuação em diferentes políticas de enfrentamento a violência contra mulheres e meninas. As “Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) no Atendimento às Mulheres em Situação de Violência “orientam nossa intervenção em diferentes contextos, visando garantir que o cuidado às vítimas seja integral, intersetorial e livre de revitimização, reconhecendo a diversidade das mulheres e as intersecções de raça e classe que atravessam essas violências.
 
Neste caso, outro elemento é fundamental. A escola comparece como cenário que conecta a vítima ao acusado do crime. Aqui, chamamos atenção para a importância da Lei nº 13.935/2019, que versa sobre Psicologia nas escolas. Entendemos que a presença da Psicologia nas escolas é um recurso estratégico para disputar a lógica da masculinidade e trabalhar com meninos e jovens para desconstruir o machismo estrutural e a misoginia. Além disso, contribuir com a construção de programas de educação para o consentimento, transformando o ambiente escolar em um espaço de prevenção primária, conforme previsto no Pacto entre os Três Poderes para o Enfrentamento ao Feminicídio, assinado pelo Governo Federal em fevereiro de 2026. 

Combater a violência contra as mulheres e meninas é central em nosso país, que não aguenta mais notícias cotidianas de feminicídios e estupros. Enfrentar a cultura do estupro é uma tarefa de toda a sociedade, considerando que a cada dia que passa, o fenômeno dos estupros atinge diversas pessoas em nossa sociedade e é nossa responsabilidade criar mecanismo para interromper esse ciclo de violências.

Como o enfrentamento à violência de gênero exige uma ação intersetorial e interinstitucional, o CRP-RJ oficiará os Governos Estadual e Municipais do Estado do Rio de Janeiro reforçando a importância do Pacto de Enfrentamento ao Feminicídio e Violências contra mulheres, indicando a contribuição técnica da Psicologia neste contexto, consultando sobre medidas implementadas pelo Governo do Estado e Prefeituras para incidir sobre o triste cenário posto para as mulheres e meninas em nosso estado, bem como sobre a presença de Psicólogas (os) nas equipes de implementação de políticas públicas de enfrentamento a violência contra mulheres no Estado. Esse enfrentamento também se faz com a implantação da discussão de gênero nas escolas, proposta esta que foi tão combatida por setores conservadores da sociedade. Este é o momento de reafirmar a necessidade  adicionar este conteúdo pelo papel relevante que o espaço educacional exerce nas subjetividades e ações da instituição escolar. Desde os anos iniciais até a formação superior.



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